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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Uma visita ao Museu da Aviação Naval





Durante nossa viagem a São Pedro da Aldeia/RJ, tivemos a oportunidade de conhecer o local que guarda um século de história da Aviação Naval brasileira. Inicialmente havíamos programado a visita para o Domingo, dia 22 de maio, entretanto, o Museu está passando por reformas e foi excepcionalmente aberto aos visitantes apenas durante o Portões Abertos do Centenário da Aviação Naval, tornando parada obrigatória para muitos que escolheram passar o dia na BAeNSPA, e que acabou fornecendo um atrativo maior à matéria, pois um museu vazio e sem público não passa de uma lugar sem alma e coração.

A realização deste artigo demandou um certo esforço e organização do tempo, pois a visita ao Museu teve que ser feita dividindo a atenção com as outras atividades e apresentações constantes do Portões Abertos. Assim, fizemos as fotos externas quando chegamos à BAeNSPA e deixamos para conhecer o interior do museu no final da tarde. Também incluímos nesta matéria, fotos de aeronaves pertencentes à Aviação Naval que encontram-se preservadas em outros locais da Base e da cidade.

Neste mosaico de fotos especialmente elaborado para esta matéria, Passado e Presente da Aviação Naval se encontram nas janelas do Museu da Aviação Naval.

O Museu da Aviação Naval foi criado em 23 de agosto de 2000 com o propósito de resgatar e manter o acervo histórico da Aviação Naval, além de fazer a integração das Organizações Militares, o Comando da Força Aeronaval e a Marinha do Brasil como um todo, alcançando a comunidade civil e ampliando a sua mentalidade marítima. Está localizado no interior da Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia, em área próxima ao portão principal da base. É o único do gênero no Brasil, exclusivamente voltado para a preservação da rica história da Aviação Naval. Para tal, conta com um acervo diversificado com aeronaves em exposição estática, motores, inúmeras maquetes, fotos, documentos e manuais das Organizações Militares que fazem ou fizeram parte do Complexo da Força Aeronaval.


Algumas das aeronaves expostas na área externa do Museu.

Na área externa do Museu, encontram-se algumas aeronaves que fizeram parte da Aviação Naval. Ali estão expostos um avião de treinamento Pilatus P.3, e os helicópteros Westland Wasp, Agusta/Sikorsky ASH-3H Sea King, Bell 206 Jet Ranger II, Westland Widgeon e Westland Whirlwind. Dentro do Museu está um dos biplanos DeHavilland D.H. 82 Tiger Moth utilizados pela Marinha.


Westland Wasp HAS Mk.1 (UH-2), helicóptero de Emprego Geral e Ataque Antissubmarino.




Pilatus P.3, monomotor utilizado para treinamento.



 Agusta/Sikorsky ASH-3H Sea King (SH-3H), helicóptero de Emprego Geral, Antissubmarino e Anti-Superfície.







Bell Jet Ranger II (IH-6/IH-6A), helicóptero de Instrução e Emprego Geral.




Westland Widgeon, helicóptero de Emprego Geral.




Westland Whirlwind Series 3, helicóptero de Emprego Geral.



DeHavilland D.H. 82 Tiger Moth, biplano de Instrução, exposto no interior do Museu.


O interior do Museu da Aviação Naval conta com uma ampla e variada coleção de objetos, responsáveis por mostrarem aos visitantes, a história, as Unidades Aéreas, as aeronaves e os fatos mais marcantes da Aviação Naval brasileira. Entre os itens em exposição, estão documentos, réplicas, fotos, maquetes, motores, uniformes, entre outros equipamentos. Acompanhe nas fotos abaixo, alguns destes itens.


Timão do Navio Aeródromo Ligeiro, NAeL A-11 "Minas Gerais" e o biplano Tiger Moth, recepcionam os visitantes, logo na entrada do Museu.


 Vista geral do Museu da Aviação Naval.


 Maquetes de aeronaves operadas pela Aviação Naval.





Motores.


Traje de voo e equipamentos de missão.


Espaço reservado para a exibição de filmes e documentários da Aviação Naval. Observe sob o monitor de vídeo, o nariz de um helicóptero Westland Lynx.



Fotografias, documentos e itens históricos.


Uma janela para o passado: vista do Westland Whirlwind a partir do interior do Museu.




Todas as Unidades Aéreas que operam ou operaram na Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia, tem um espaço reservado para contar sua história, através de fotos, documentos, equipamentos, "bolachas", entre outros itens.


Primeiro simulador de voo utilizado pela Aviação Naval.


O Museu também tem um espaço reservado para contar aquele que durante muitos anos foi um dos maiores mistérios da Aviação Naval brasileira: o desaparecimento de um dos helicópteros SH-3D Sea King operado pelo Primeiro Esquadrão de Helicópteros Anti-Submarino (HS-1). Em 19 de agosto de 1976, durante uma missão de treinamento ASW (Guerra Anti-Submarino) nas imediações de Cabo Frio/RJ, o Sea King com a matrícula N-3008 e sua tripulação desapareceram sem deixar vestígios. Somente 18 anos depois, em junho de 1994, partes da aeronave foram achadas presas a redes de arrasto de um barco de pesca. Estas peças encontram-se hoje expostas no Museu como uma forma de resgate da história e de homenagem póstuma à tripulação.







Nem toda a história da Aviação Naval encontra-se reclusa às imediações do Museu ou entre suas paredes. Nas dependências da Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia ou mesmo fora de seus muros, encontram-se expostas aeronaves que ajudam a contar e perpetuar alguns de seus capítulos.


McDonnell Douglas A-4 Skyhawk (AF-1) exposto no interior da BAeNSPA.




Westland Wasp HAS Mk.I preservado em frente ao Esquadrão HU-1. Observe que a base do monumento imita o convés de voo de um navio.


 Bell Jet Ranger II em exposição em frente ao Esquadrão HI-1.





Sikorsky SH-3D Sea King exposto na entrada da cidade de São Pedro da Aldeia. Conhecido como Praça do Helicóptero, o local é um dos pontos turísticos do município.


Com esta matéria encerramos a cobertura do Portões Abertos do Centenário da Aviação Naval. Mais uma vez agradecemos ao Comando da Força Aeronaval e à Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia pelo apoio dado ao blog Aviação em Floripa. Informamos ainda aos nossos leitores que em breve iniciaremos a elaboração de uma extensa e completa matéria a respeito da Aviação Naval brasileira, a qual deverá ser publicada no próximo mês de agosto, por ocasião das comemorações dos 100 anos da arma aérea da Marinha do Brasil.













quinta-feira, 26 de maio de 2016

Base Aérea de Florianópolis - 75 Anos




A Base Aérea de Florianópolis realizou na manhã desta quarta-feira (25/05), Solenidade Militar alusiva aos 75 anos da Instituição como parte integrante da Força Aérea Brasileira e aos 93 da presença da Aviação Militar em Santa Catarina. A cerimônia foi presidida pelo Comandante da Base Aérea de Florianópolis, Tenente-Coronel Aviador Antônio Ferreira de Lima Júnior e contou com a presença de diversas autoridades civis e militares. Em sua mensagem aos presentes, o Ten.-Cel. Lima Júnior exaltou duas das principais características da Base Aérea de Florianópolis, marcantes para todos que por aqui passam, a sua beleza física e a sua operacionalidade, sempre apoiando com eficiência, prontidão e profissionalismo, as Organizações Militares ali sediadas e os Esquadrões da Força Aérea Brasileira que a utilizam como escala ou local de treinamento.





Todas as fotos: Base Aérea de Florianópolis

Durante a cerimônia, o editor do blog Aviação em Floripa, Marcelo Lobo da Silva, entre outras personalidades, foi agraciado com o Título de Membro Honorário da Força Aérea Brasileira, em reconhecimento pelo trabalho desenvolvido ao longo do tempo em divulgar as ações e atividades da Base Aérea de Florianópolis e da Força Aérea Brasileira.


Recebimento do bottom e diploma de Membro Honorário da Força Aérea Brasileira das mãos do Comandante da Base Aérea de Florianópolis, Ten.-Cel. Lima Júnior. Fotos: Base Aérea de Florianópolis


Oriunda do Centro de Aviação Naval, criado em 10 de maio de 1923, a Base Aérea de Florianópolis foi ativada em 22 de maio de 1941 pelo Decreto Nº 3.302. Com uma rica história também associada à aviação, a capital catarinense entre as décadas de 1920 a 1940 serviu como escala para as rotas denominadas de "Correio do Sul" da companhia francesa Aéropostale, ligando Paris até Buenos Aires. Entre os aviadores franceses que por aqui passaram, nomes como Jean Mermoz, Henri Guillaumet e Antoine de Saint-Exupéry ajudaram a cunhar a cultura aeronáutica na Ilha de Santa Catarina, posteriormente solidificada com a criação da Base Aérea de Florianópolis.

Nascida dentro do maior conflito bélico da humanidade, a Segunda Guerra Mundial, logo sua localização estratégica foi utilizada em missões de Patrulhamento Anti-Submarino e na proteção de comboios marítimos nas águas do Atlântico Sul, empregando-se para tal aeronaves PBY-5 Catalina. No início dos anos 70 a Base Aérea de Florianópolis passa a contar com uma Unidade Aérea orgânica, o Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2º/10º GAv), o Esquadrão Pelicano, especializado em missões de Busca e Salvamento. Novas diretrizes levam o Esquadrão Pelicano para Campo Grande em 1980, mas Florianópolis não ficaria muito tempo sem a presença das aeronaves da FAB. Em 1982 é criado o Segundo Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (2º/7º GAv), o Esquadrão Phoenix, equipado com os então recém-incorporados P-95 Bandeirante Patrulha. Como a mítica ave Fênix que ressurge das cinzas, a Aviação de Patrulha retorna à capital catarinense onde permanece até os dias atuais.

 Aeronave Grumman SA-16 Albatross em sobrevoo sobre a Base Aérea de Florianópolis. Foto: Acervo histórico da BAFL


Além do 2º/7º GAv, a estrutura da Base Aérea de Florianópolis é composta atualmente pelo Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Florianópolis (DTCEA-FL), responsável pelo controle das aeronaves que cruzam, chegam ou saem da capital de Santa Catarina, bem como pela produção e divulgação de informações meteorológicas e aeronáuticas, e pela Prefeitura de Aeronáutica de Florianópolis (PAFL), que administra todos os imóveis e o patrimônio físico da BAFL. Nestes três quartos de século, a Base Aérea de Florianópolis participou de forma efetiva do dia-a-dia da sociedade catarinense, exercendo um papel fundamental em diversos momentos da sua história, como por exemplo, nas enchentes de 1982 e 1983 e mais recentemente nos anos de 2008 e 2011. Fiel mantenedora das tradições do passado e do legado dos primeiros aviadores, preparada para os desafios do presente e com os olhos voltados para o futuro. Assim caminha esta jovem senhora de 75 anos. Parabéns à Base Aérea de Florianópolis!!!